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A luz se doa as cores.
A cor se doa a sombra.
A sombra se doa a selva.
A selva é poesia.
Na eterna solitude a relva.
De cactos e hibiscos.
Vida vã, tardia.
Conduz esse corpo.
Que não é Cristo.
Carrego esse risco que me lança.
Do ser não ser.
Então existo.
E tanto faz, livre dança.
Núcleos e espaços.
Velas e incensos.
O inconciente, uma galaxia na palma da mão.
A paz, o pão e a alma...


.: Eterno :.





